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Piso e Teto Salarial em 2026: Como Definir o Salário Certo na Sua Empresa

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Contratar alguém é uma das decisões mais importantes para quem tem uma empresa, e quase sempre esbarra na mesma dúvida: quanto devo pagar? Se você oferece pouco, os bons profissionais nem chegam até a entrevista. Se oferece demais, o orçamento aperta e a folha vira um peso.

A boa notícia é que essa decisão não precisa ser no chute. Existe um caminho seguro para definir um salário justo, competitivo e dentro da lei, que começa por entender o piso e o teto salarial da função que você quer contratar.

Neste Papo de Empregador, você vai ver onde consultar o piso da categoria dos seus funcionários e como montar faixas salariais na sua empresa. Também vai descobrir quanto um colaborador custa de verdade, porque o salário na carteira é só uma parte da conta.

Vamos lá?

O que é piso salarial?

Piso salarial é o menor valor que uma empresa pode pagar a um profissional de determinada categoria. Ele funciona como um “salário mínimo da profissão” e nunca pode ficar abaixo do salário mínimo nacional.

Na prática, o piso costuma ser o salário de entrada: período de experiência, cargos júnior ou profissionais em início de carreira. Ele pode vir de três fontes diferentes:

Fonte do pisoQuem defineQuando se aplica
Convenção ou acordo coletivoSindicato dos trabalhadores junto com o sindicato patronal ou a empresaÉ o caso mais comum; vale para a categoria na região da convenção
Lei federalCongresso NacionalAlgumas profissões específicas têm piso nacional definido em lei
Piso regional (estadual)Governo do estadoPara categorias que não têm piso próprio em lei ou convenção

Fique esperto: se mais de uma regra se aplicar ao seu funcionário, vale sempre a mais vantajosa para ele.

Equipe reunida em empresa
Imagem: The Jopwell Collection (Unsplash)

Qual a diferença entre piso salarial, salário mínimo e piso regional?

Os três parecem iguais, mas não são:

  • Salário mínimo nacional: o menor valor que qualquer trabalhador pode receber no Brasil. Em 2026, é de R$ 1.621.
  • Piso regional: alguns estados criam o próprio mínimo, sempre acima do nacional. Hoje isso acontece no Paraná, em São Paulo, em Santa Catarina, no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro.
  • Piso salarial da categoria: o mínimo de uma profissão específica, definido por convenção coletiva ou por lei.

Para quem emprega no Paraná, como aqui em Londrina, o piso regional de 2026 ficou assim:

GrupoPiso regional PR 2026
Grupo IR$ 2.105,34
Grupo IIR$ 2.181,63
Grupo IIIR$ 2.250,04
Grupo IVR$ 2.407,90

Ou seja, se o seu funcionário não tem piso em convenção ou lei, você não pode usar o salário mínimo nacional como base. O mínimo a pagar é o valor do grupo estadual em que a função se encaixa. Veja mais sobre os reajustes em nosso conteúdo sobre salário mínimo e reajustes salariais.

O que é teto salarial?

Ao contrário do piso, não existe um teto salarial definido por lei para trabalhadores CLT. O único limite legal vale para servidores públicos, previsto no artigo 37 da Constituição Federal.

(Consulte a CLT aqui)

No mercado privado, o teto funciona de outro jeito. Ele indica os salários mais altos que costumam ser pagos a uma função, geralmente para profissionais seniores, especialistas ou líderes.

Dentro da sua empresa, porém, o teto pode ser uma decisão estratégica: você define até quanto aquele cargo pode chegar. Assim, o colaborador enxerga um caminho de crescimento, e você mantém a folha sob controle.

Faixa salarial: o meio-termo entre o piso e o teto

Entre o piso e o teto está a faixa salarial, a ferramenta mais útil para quem quer organizar a remuneração da equipe. Funciona assim:

  1. Início da faixa: próximo ao piso da categoria, para quem está chegando ou tem pouca experiência.
  2. Meio da faixa: próximo à média de mercado, para profissionais que já dominam a função.
  3. Topo da faixa: o teto que a sua empresa definiu para o cargo, para quem entrega acima do esperado.

Com faixas definidas, fica muito mais fácil negociar na contratação, planejar promoções e explicar ao time por que cada um ganha o que ganha. Esse é o primeiro passo para um plano de cargos e salários, mesmo em empresas pequenas.

Como consultar o piso salarial da categoria dos seus funcionários

Descobrir o piso certo é obrigação de quem contrata. Veja o passo a passo:

  1. Identifique a atividade da empresa: o sindicato que representa seus funcionários costuma estar ligado à atividade principal do seu negócio (o CNAE).
  2. Descubra o sindicato da categoria: em algumas regiões, a mesma profissão pode ser representada por sindicatos diferentes, conforme o ramo de atuação.
  3. Consulte a convenção coletiva vigente: as convenções e acordos coletivos ficam registrados no sistema Mediador, do Ministério do Trabalho, e também podem ser pedidos diretamente ao sindicato.
  4. Confira a data-base: é o mês em que o piso é reajustado todo ano. Contratar perto dessa data exige atenção, porque o salário pode mudar logo depois.
  5. Verifique se existe piso definido em lei ou piso regional para aquela função.

Parece trabalhoso? Na prática, quem faz essa consulta é o seu contador, que já acompanha as convenções e os reajustes da sua empresa. 😊

Quer ajuda para definir o salário certo na sua empresa? Fale com a nossa equipe de departamento pessoal

Planejamento tributário

Piso ou teto: quanto pagar ao seu colaborador?

Não existe um valor certo para todas as empresas. Existe o valor certo para o profissional que você precisa. Uma referência:

Perfil da vagaOnde posicionar o salário
Estágio de entrada, júnior ou primeiro empregoNo piso ou um pouco acima
Profissional que já domina a função (pleno)Perto da média de mercado
Sênior, especialista ou liderançaAcima da média, próximo ao teto
Função difícil de preencher ou com alta rotatividadeAcima da média, mesmo em cargos de entrada

Antes de bater o martelo, responda:

  • Qual é o orçamento da empresa para essa vaga, já incluindo encargos?
  • Qual nível de experiência a função realmente exige?
  • Quanto empresas do mesmo porte e região pagam pelo cargo?
  • Existe espaço para crescimento salarial nos próximos anos?
  • Quais benefícios (plano de saúde, vale-refeição, horário flexível) podem tornar a vaga mais atrativa sem pesar tanto na folha?
Colaboradora em reunião de alinhamento salarial
Imagem: Mimi Thian (Unsplash)

Quanto custa um funcionário além do salário?

Aqui está o ponto que muitos empresários esquecem: o salário registrado na carteira não é o custo real do colaborador. Sobre ele incidem encargos e provisões, que variam conforme o regime tributário da empresa.

Veja uma estimativa simplificada para um salário de R$ 3.000:

Item mensalSimples Nacional (Anexos I a III e V)Lucro Presumido ou Real
SalárioR$ 3.000,00R$ 3.000,00
FGTS (8%)R$ 240,00R$ 240,00
INSS patronal (20%)Incluído no DASR$ 600,00
RAT e terceiros (cerca de 7,8%)Incluído no DASR$ 234,00
Provisão de 13º salárioR$ 250,00R$ 250,00
Provisão de férias + 1/3R$ 333,33R$ 333,33
Custo aproximadoR$ 3.823,33R$ 4.657,33

Ou seja, no Lucro Presumido ou Real, o funcionário pode custar mais de 50% acima do salário, e isso antes de benefícios como vale-transporte e vale-refeição. Por isso, o salário oferecido precisa caber no orçamento com os encargos já somados. Os percentuais de RAT e terceiros variam conforme a atividade, e o seu contador calcula o valor exato para o seu caso.

Erros comuns ao definir salários

  1. Pagar abaixo do piso da convenção: gera diferenças salariais retroativas, com correção, e risco de ação trabalhista.
  2. Esquecer o piso regional: em estados como o Paraná, o salário mínimo nacional não serve de base para categorias sem piso próprio.
  3. Ignorar a data-base: o reajuste da convenção vale para todos os funcionários da categoria, inclusive os recém-contratados.
  4. Pagar salários diferentes para a mesma função: pela CLT, profissionais com a mesma função e produtividade podem pedir equiparação salarial. Além disso, a Lei de Igualdade Salarial exige que empresas com 100 ou mais empregados publiquem relatórios de transparência salarial.
  5. Definir o salário sem calcular os encargos: a vaga que parecia caber no orçamento vira um problema no fim do mês.

Como a Euro Contábil pode ajudar

Definir salários é uma decisão estratégica, e ela fica muito mais segura quando você tem os números certos em mãos. Aqui na Euro Contábil, o nosso departamento pessoal acompanha as convenções coletivas e os reajustes da sua categoria, calcula o custo real de cada contratação e cuida da folha de pagamento do começo ao fim.

São mais de 20 anos de experiência e mais de 780 empresas atendidas em todo o Brasil, sempre com uma contabilidade próxima e estratégica para o seu negócio crescer com tranquilidade.

Converse com um de nossos consultores e descubra como podemos ajudar a sua empresa!

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Perguntas frequentes

Posso pagar abaixo do piso salarial da categoria?

Não. O piso definido em convenção coletiva, lei ou piso regional é o mínimo obrigatório. Se a empresa pagar menos, o funcionário tem direito às diferenças, com correção, e a empresa fica exposta a ações trabalhistas.

Existe teto salarial para funcionário CLT?

Não. O teto salarial previsto em lei vale apenas para servidores públicos. Na iniciativa privada, cada empresa pode definir o teto de cada cargo na sua política interna.

O piso regional do Paraná vale para todas as empresas?

Ele vale para os trabalhadores que não têm piso definido em lei federal ou em convenção e acordo coletivo. Se a convenção da categoria tiver um piso maior, vale o da convenção.

Funcionário de meio período pode receber menos que o piso?

Pode receber proporcionalmente à jornada, desde que o valor por hora respeite o piso e a convenção da categoria não proíba o pagamento proporcional.

Quando o piso salarial é reajustado?

Na data-base da categoria, que é definida na convenção coletiva e muda de um sindicato para outro. O piso regional e o salário mínimo nacional costumam ser reajustados no início de cada ano.

Quanto custa contratar um funcionário?

Depende do salário e do regime tributário da empresa. No Simples Nacional, o custo costuma ficar cerca de 25% a 30% acima do salário; no Lucro Presumido ou Real, pode passar de 50%, antes dos benefícios.

Agora você já sabe como usar o piso, o teto e a faixa salarial a favor da sua empresa. Com essas informações, dá para montar uma equipe motivada sem perder o controle da folha. Sucesso nessa jornada!

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